Ela mostra que a percistencia nos leva longe.
Paixão E Coragem
Nada de brincadeiras de casinha, médica ou professora. Na infância, a estudante Mariana Borges, de 16 anos, que mora em Florianopolis, tinha um passatempo pouco comum para criança: andar a cavalo.
Incentivada pelo pai - participante assiduo de rodeios crioulos -, com apenas dois anos começou a se interessar por égua e pôneis. Aos três passou a laçar "vaca parada", atividade que consiste em arremesar e prender com uma corda um animal de madeira, e que lhe renderia algumas bicicletas como prêmios em algumas competições. A paixão por laçar bois viria aos cinco anos, quando não parou mais de treinar.
- Nessa época até gostava de Barbie, desde que tivesse um cavalo - se diverte.
Incentivada pelo pai - participante assiduo de rodeios crioulos -, com apenas dois anos começou a se interessar por égua e pôneis. Aos três passou a laçar "vaca parada", atividade que consiste em arremesar e prender com uma corda um animal de madeira, e que lhe renderia algumas bicicletas como prêmios em algumas competições. A paixão por laçar bois viria aos cinco anos, quando não parou mais de treinar.
- Nessa época até gostava de Barbie, desde que tivesse um cavalo - se diverte.
O quarto de Mariana denuncia tudo o que faz tem relação com a vida de prenda. Pilchada, aparece em fotos de rodeios, cuidadosamente colocadas juntamente a dezenas de troféus nas preteleiras. Isso porque é nos rodeios crioulos que ela conquista títulos, como o de campeã brasileira de laço e redeas e tricampeã de rédeas no rodeio de Vacaria, o mais importante do Brasil.
Para tanto sucesso, Mariana divide o tempo entre os estudos e os cavalos. Como fará vestibular no ano que vem, rediziu os treinos para realizar o sonho de ser veterinaria e cuidar, entre outros animais, de cavalos.
- Muita gente, inclusive mulheres, diziam coisas do tipo "guria, sai desse cavalo".
Ao invés de desistir, treinou para ganhar premios e reconhecimento. Carro ou cheque de alto valor ela ainda não ganhou e nem tem isso como objetivo. Aliás, jura preferir troféus a dinheiro por ficarem em estantes e permitirem que lembranças de rodeios voltem à memória.
Para tanto sucesso, Mariana divide o tempo entre os estudos e os cavalos. Como fará vestibular no ano que vem, rediziu os treinos para realizar o sonho de ser veterinaria e cuidar, entre outros animais, de cavalos.
- Meu pai filmava meus treinos para perceber onde estava errando. Hoje sinto mais segurança para treinar menos, tanto lçao qunato rédeas - conta.
Mais do que segurança, Mariana é corajosa. Apesar de um cavalo ter caído sobre as suas pernas e ter quebrado o braço três vezes, ela garante que não tem medo. E sua corajem vai alem dos riscos fisicos. Com facilidade ela driblou o preconceito contra as mulheres que montam.- Muita gente, inclusive mulheres, diziam coisas do tipo "guria, sai desse cavalo".
Ao invés de desistir, treinou para ganhar premios e reconhecimento. Carro ou cheque de alto valor ela ainda não ganhou e nem tem isso como objetivo. Aliás, jura preferir troféus a dinheiro por ficarem em estantes e permitirem que lembranças de rodeios voltem à memória.
Mariana Ortiga
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